João Blas

João Blas 

João Pessoa de Souza Filho ou Blas Meteoron, nasceu em Recife em 11 de Julho de 1972. 
Desde muito cedo desenhar dava vazão a tudo que a timidez impedia de falar. A primeira história em quadrinhos veio aos nove, nessa época já era o desenhista “oficial” da turma e, da mesinha de desenho sempre movimentada, surgiam seres, naves, objetos, edifícios, lugares e situações imaginadas que enchiam folhas e folhas de rascunhos. O que era um problema, pois muitas vezes a necessidade de riscar era tão premente que uma resma logo se acabava em riscos rápidos. Havia, por assim dizer, uma urgência do gesto. Pelo lado do pai, herdou uma ótima coleção de quadrinhos dos anos 1950, 60 e 70, incluindo vários exemplares do Spirit de Will Eisner, o que marcou de maneira definitiva seu traço, além de livros sobre arte e literatura pernambucana. Sua mãe era licenciada em desenho e, mais que ensinar-lhe o básico e doar os materiais que um dia ela usou, deu-lhe estímulo para nunca parar.
Blas teve a oportunidade de visitar, ainda quando criança o ateliê do pintor Plínio Palhano, vizinho da sua avó e de conhecer outros artistas, cujas obras via na casa de sua tia arquiteta: José Cláudio, Bajado, Gilvan Samico. Na oficina do avô artesão, teve contato com a talha. Mesmo neste contexto, só aos vinte e poucos anos – na faculdade de arquitetura – é que ocorreu um contato maior com o campo da arte. No início dos anos noventa, o desenho arquitetônico era essencialmente feito à mão e o diálogo com outros desenhistas, escultores, pintores e que faziam arquitetura despertou para outras técnicas além do desenho em grafite e da caneta Bic. Nunca concluiu arquitetura e foi trabalhar na indústria do turismo, onde ficou até 2011, sempre desenhando nos cantos dos cadernos e em folhas avulsas.
Tem um episódio saboroso ocorrido quando o artista tinha uns sete ou oito anos de idade. Sua tia arquiteta, professora de uma renomada instituição pernambucana, ficou incumbida de cuidar do pequeno Blas durante certa manhã. Como não podia deixá-lo sozinho em casa, decidiu levá-lo à aula e deu para que se distraísse uma resma e várias canetas. Uma hora e pouco depois, volta o menino para a mesa da tia com as mãos e os bolsos cheios de dinheiro. A tia pergunta: – onde você conseguiu isso, menino? E o pequeno Blas responde: – “vendi meus desenhos aos seus alunos.”
O retorno ao Recife em 2011 permitiu entrar em contato com Sergio Esteban, pintor e escultor argentino lá radicado. Foi Sergio quem ajudou Blas a perder o medo da tinta. A nova paixão tinha nome e sobrenome, chamava-se tinta acrílica. Meteu-se Blas a pintar cada vez mais, até que as telas não coubessem mais em casa. Neste mesmo período recebe consultas de amigos interessados em adquirir obras. Em seguida participa em 2012 de oficinas com Rinaldo Silva e com Roberto Ploeg. A amizade com Rinaldo permanece e dá bons frutos. Hoje Blas se dedica a pinturas em tela, a colagens e pinturas em aquarela, além do sempre presente desenho em preto-e-branco.
Mesmo sendo autodidata desde a infância, foi aluno de Sérgio Esteban e Rinaldo Silva, além de ter formação em desenho artístico recebida durante a faculdade de arquitetura.
Hoje em dia predomina a pintura em tinta acrílica em tela e a aquarela em papel, além das obras em técnica mista sobre papel, eucatex e madeira em que se lança mão de colagens, tinta acrílica, transferências a frio, aquarela, canetas de tinta nankin e o que mais estiver à mão.
Faz a primeira coletiva da fase adulta em 2012 no Espaço Peligro, seguida de outra coletiva em 2014 na extinta Galeria 40 e por fim de uma individual em 2015 no restaurante Siwichi. Participa ainda de coletivas em 2014, 2015, 2016 e 2017 no Atelier Arte da Terra. Todas no Recife.
Suas inspirações vem dos quadrinhos de Eisner e dos grandes mestres pernambucanos Lula Cardoso Ayres e Abelardo da Hora, somados a Rinaldo Silva e o coletivo Vacilante, Blas reconhece a interferência de vários artistas e movimentos em seu trabalho. Expressionismo, action painting, hermetismo, misticismo, situacionismo, realismo fantástico, abstracionismos variados, grafite, mitos do mar, das grandes navegações e outras coisas mais compõem o universo referencial de que lança mão livremente e frequentemente de maneira caótica.

Pensamento do Artista

” Caos é origem e fim de tudo. Exceto, talvez, no campo da Arte.”

Suas obras

Dica da designer

 

 

Blas traz diversidade e uma explosão de criatividade e cores em seus acrílicos sobre tela e aquarelas. Seus trabalhos deixarão seu ambiente com uma deliciosa e inspiradora mistura moderna e atual de Expressionismo, realismo, abstracionismo e grafite.

Quadros e composições devem expressar sua personalidade, porém ainda sim o ideal é selecionar uma tonalidade ou estilo para que tenham harmonia. Mas o que vale é soltar a criatividade e colorir o ambiente.

 

 

Rose Maia
Projetos (83) 987132108

Origens

Recife

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