Letícia Chamone


Letícia Chamone

Letícia nasceu em Belo Horizonte e cresceu sendo a filha do meio, que por determinação astrológica, é a posição que carrega os genes artísticos e rebeldes das famílias,  vulgo ovelhas negras. Predestinada à disrupção do convencional, iniciou sua expressão artística desde a primeira papinha. A técnica, aprimorada através dos anos, passou das paredes para o papel e posteriormente às telas de pintura.  
“Na tradicional Belo Horizonte dos anos 90, fui negada por duas das principais escolas de arte. Cursos que eventualmente aceitavam crianças tinham cunho recreativo , o que só fez crescer meu anseio pelo auto aprendizado. Naquela época aprender em casa consistia em copiar rostos e corpos  de revistas e observação do mundo.”
A veia artística se faz presente na família…A Artista conta que sua avó era pintora de aquarela e excepcional artesã. Sua mãe transformava isopor em festas de aniversário grandiosas. 
“Na escola o caderno era preenchido sempre de trás para a frente pelos infindáveis rabiscos geométricos e caricaturas de freiras satanistas, que lecionavam na tradicional escola católica em que passei a primeira metade da minha vida. Esta habilidade foi muito útil em conquistar minha posição social durante a adolescência, já que não me diferenciava pelos padrões estéticos.”
Aos 15 anos, auto didata, Letícia criou uma série que dura até os dias de hoje… DCA, Damage Control Art, tradução fácil para “Arte de Contenção de Danos”. 
“Nunca quis ou gostei de me expressar por palavras. Sempre achei sentimentos difíceis demais para serem digeridos pelo vocabulário e por isso a mensagem nunca era bem compreendida. Troquei os psicólogos pelo bloco Canson e comecei a desenhar meus sentimentos. Faço isso até hoje. São metáforas, personagens fictícios, cores e formas que compõe um tipo de poesia visual, nunca literal, que me ajudam a compreender as energias que regem minhas ações e pensamentos. As artes do DCA estão até hoje guardadas com muito carinho e sem nenhum compromisso estético. Me ajudaram muito na fase de transição de adolescência além de me permitir a prática da meditação durante a pintura.”
Se você perguntar se Chamone se inspira em algum Artista….
“Nenhum e todos. Quando pinto, eu medito sobre o mundo, as pessoas que me cercam, minhas aflições humanas, minhas inspirações em todas as áreas. Me inspiro nas pessoas, nos sentimentos, nos desejos e principalmente nas energias que as pessoas emanam em determinadas situações. Sou fascinada pela natureza humana e não conseguiria rotular algo tão frágil, belo e abstrato com um movimento. Minha rebeldia se concretiza na fase adulta quando eu me recuso a encaixar nos padrões tradicionais de arte, justificando as obras por retóricas pré-fabricadas e narrativas copiadas de algum vídeo de Leandro Karnall. Os críticos de arte buscam justificativas para a arte como se estas precisassem de um motivo para existir. Essa inversão de papéis entre destrói a criatividade e espontaneidade de alguns dos artistas mais talentosos que conheço, abandonando eles ao anonimato na camada mais elitizada. Eu pinto para as pessoas de verdade, de carne e osso, que sentem, que se identificam, que buscam significado e empatia em obras que possam se comunicar com a natureza mais primitiva do ser: a de ser compreendido. A semente disruptiva, semeada lá nos anos 90, cresceu e está dizendo: a arte é para todos.”
O interesse pelo seus trabalhos existiu, em diferentes níveis, desde sempre….
“Eu, porém, incentivada pelos amigos, comecei a expor apenas em agosto de 2019. Com muita insegurança pela carga pessoal e pitadas de insanidade que as obras representavam, fui expondo aos poucos através do instagram em uma conta anônima. O resultado imediato foi muito positivo, o que alimentou minha autoconfiança e cá estou eu, menos de um ano depois.”
A Artista conta que adora experimentação. Sua principal técnica é acrílica sobre tela, por causa da velocidade na secagem do material. 
“Gosto de pintar rápido. A tela precisa ser feita com a inspiração do sentimento, e esse por sua vez se dissipa entre as luas. Gosto muito de aquarela, pela fluidez e delicadeza, pastel oleoso, resina epóxi, madeira e até borra de café.”
“Orgulhosamente 100% autodidata, o que também recomendo a quem busca a arte como ferramenta de expressão.”
Letícia por ela mesma…
Eu
As vezes, sou mais eles do que eu.
Eu sou a primeira pessoa, que conjuga terceiros.
Sou o resultado das minhas observações
Eu sou aquele com quem ando.
Eu não decido. No máximo, me observo.
Eu sou aquilo que mais detesto, misturado com o que mais quero
Não tente me definir. Não se põe rótulos sobre água. Não caibo em garrafa alguma.
Quando voltei em mim, já era outra.
Assinado, Eles.

Suas Obras

Dica da Designer

 

O que dizer dos trabalhos de Letícia Chamone ? Simplesmente incríveis ! Utilizando seu conhecimento 100% autodidata, Letícia transmite com sua obras, sentimentos, desejos e principalmente energias que as pessoas emanam em determinadas situações.
Cores fortes e sentimento em cada detalhe marcam suas obras. Impossíveis de passarem desapercebidas e prontas para transformar qualquer espaço…Rebeldia em forma de Arte!
Que tal transformar seus ambientes com obras originais e de extrema criatividade ?

Rose Maia Projetos (83) 987132108

 

Origens

Belo Horizonte, MG

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